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A consultoria em logística exige conhecimento de todos os setores da empresa


A prestação de consultoria em logística exige conhecimento de todos os setores de uma empresa. Ao diagnosticar a necessidade desse serviço, o empresário espera que as suas atividades sejam compreendidas, analisadas e modificadas por profissionais preparados para oferecer soluções ao negócio, desde o controle de estoque, distribuição, equipamentos, mão de obra qualificada e utilização de softwares adequados. Por essa razão, os consultores precisam manter os conhecimentos constantemente atualizados. É isso que caracteriza a dedicação da consultoria em logística na busca pela excelência de seus serviços.

Consultorias logísticas devem estar preparadas para enfrentar as mais adversas situações, pois a implementação desse tipo de serviço exige quebra de barreiras dentro das empresas, como a mudança de hábitos, reorganização de pessoal, troca de operações, readequação de horários e, na maioria das vezes, disposição para treinar toda a equipe da empresa para a qual se presta o serviço, até mesmo com interferências nos cargos de chefia, que nem sempre estão preparados para assimilar e aceitar as mudanças como algo positivo e construtivo até a conquista dos resultados de curto, médio e longo prazo.

Vivemos um momento muito competitivo, no qual o conhecimento, pelo menos em teoria, está disponível e mais acessível a todos. O que muda é a forma de aplicá-lo, já que os mínimos detalhes fazem a diferença na gestão de custos, reinvestimentos, redescoberta de mercados e inovações logísticas. Não há crescimento, nem manutenção de uma atividade, sem considerar todas essas variáveis. A busca constante pelo preparo profissional vai muito além de uma mera expectativa, há tempos ela já se tornou uma exigência e sai na frente quem incorpora esse pensamento no dia a dia empresarial.

Ao cumprir tais exigências, as consultorias em logística potencializam o sucesso de seus clientes preparando-os para otimizar suas operações e gerar valor aos seus negócios.

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As eleições e o futuro da logística

 

Em época de eleições, a política parece assumir papel mais importante do que em outros períodos. Os candidatos estão mais dispostos a ouvir a população, os discursos são repletos de ideias e carregados de promessas, as reuniões de cúpula cobram realizações pendentes para não perder eleitores e o cidadão se sente mais próximo dos governantes, já que esses aparecem todos os dias nos programas eleitorais gratuitos de rádio e televisão. Mas, de efetivo, que tipo de investimentos em infraestrutura pode-se esperar para o país?

Na metade de agosto deste ano, o governo decidiu fazer uma série de reuniões com as bancadas regionais para sanar dúvidas do Plano de Investimentos em Logística anunciado pela presidenta Dilma Rousseff. O trâmite se fez necessário para quebrar qualquer tipo de oposição às novas concessões de rodovias e ferrovias que estão por vir e definir o que será atribuído ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e à Empresa de Planejamento e Logística (EPL) – criada por meio de medida provisória e que terá como presidente Bernardo Figueiredo.

Os líderes do governo querem que o Plano de Investimentos em Logística leve em consideração as áreas das cidades e as possíveis interferências das obras no meio urbano. “Trabalhamos uma recomendação para que haja uma aproximação com a questão da mobilidade urbana, porque há várias questões que tem impacto. Questões dos rodoanéis e ferroanéis”, comentou Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, sobre o objetivo das reuniões.

A expectativa do setor logístico é enorme. Os investimentos em infraestrutura precisam deixar o hall das promessas políticas e eleitoreiras para serem vistos como necessidade imediata. O Brasil tem um potencial imensurável a ser desenvolvido nessa área, mas as mudanças precisam ser concretas. A administração sustentável precisa se modernizar, o avanço no setor econômico precisa acontecer, manter-se constante, mas a contrapartida é fundamental.

É claro que confiamos nas escolhas dos eleitores brasileiros e sentimos que o país está entrando nos eixos. Muito já se fez, só que, em compensação, ainda falta muito a fazer e isso depende de todos. A essência da democracia não deve ser esquecida, nem no momento atual, em época de eleições, nem quando a disputa por votos estiver encerrada. A ideia da União representando a unidade e a unidade fortalecendo a união precisa se manter viva. Só assim alcançaremos o patamar de potência.

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As dificuldades de infraestrutura do setor logístico no Brasil

 

Um dos fatores que mais atrapalham o desenvolvimento do ramo logístico no país é a falta de infraestrutura, principalmente no modal rodoviário. Enquanto a área de logística inova em alternativas para superar crises financeiras internas e externas, investe em espaço para armazenagem e faz de tudo para absorver e dar conta de variados tipos de demanda, o setor sofre por ter uma concentração de 60% das suas atividades em estradas, sendo que essas apresentam algum tipo de deficiência em 73,9% delas.

Os números são de uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada em 2007, ou seja, há cinco anos os números logísticos já eram promissores economicamente e os problemas já existiam, mas ainda são muitos, apesar de todos os alertas de importantes órgãos do país. O curioso é que, mesmo com tantos empecilhos que emergem por conta disso, como a falta de segurança para os motoristas, danos mecânicos aos caminhões, risco de deterioração das cargas, desperdício (lembrando a quantidade de soja que se perde pelo caminho) e desgaste físico dos profissionais, que acabam se tornando agentes de graves acidentes, pouco se faz para mudar essa situação.

A impressão que se tem é que as empresas precisam lutar contra uma correnteza sem tréguas. Em vez de aumentarmos a força e a potência para vencermos a maré, ela vem nos engolindo. Países como os Estados Unidos e Japão e o continente europeu chegam a investir de 25% a 30% em soluções logísticas. Aqui no Brasil as empresas que mais dão importância ao setor não passam dos 5% em investimentos. Se a corda estoura do lado mais fraco, nesse caso é o Brasil que sai perdendo e já deveríamos estar, há muito tempo, com as luzes de alerta acesas.

A logística responde por uma boa parte do lucro do setor produtivo, mas a visualização desse lucro não é tão evidente, talvez por isso ocorra tanto desdém. O entendimento de que evitar o desperdício e otimizar as operações gera divisas está consolidado em poucas empresas, que, quanto mais organizadas forem, menos tempo levarem em seu ciclo de trabalho, mais poderão investir em outras áreas como, por exemplo, da tecnologia.

Em 2011, era estimado que o setor logístico movimentava cerca de US$300 bilhões e que esse número só dobraria em cinco anos. Já nos aproximamos do final de 2012 e, pelo menos visualmente, ou mesmo nos noticiários, não ouvimos falar em melhorias da infraestrutura, nem das estradas, nem do modal ferroviário, nem do hidroviário. Trazendo a conversa para um pouco mais perto, aqui no Paraná, apenas o porto de Paranaguá deverá passar por reformas, mas essas ainda não sabemos que resultados trarão, pois o deslocamento de caminhões até o porto ainda é muito complicado, gera filas e costuma atrasar o escoamento das safras e mercadorias. De maneira geral, em todo o país, o que temos são investimentos pontuais relacionados à Copa do Mundo de Futebol que virá para cá e as Olimpíadas, portanto, pelo menos até 2016 não vamos contar com muito investimento em infraestrura específica para acomodar melhor a logística.

Fato é que não dá para simplesmente pararmos com todas as atividades esperando a boa vontade do governo. Como bons brasileiros que somos o jeito é seguir apostando em melhorias unitárias. Se cada empresa que seguir a caderneta à risca, aos poucos o setor logístico tomará corpo e, assim, esperamos que em um futuro bem próximo, receberá a devida importância.