Quase sem percebermos as nuances da logística seguem evoluindo dia a dia. Antes designada para suprir setores carentes da indústria, hoje é tida como parte fundamental das estratégias de crescimento e customização de atividades dentro das fábricas, comércio e departamentos. Não há como pensar em operações sem mencionar a logística ou os seus desdobramentos como a logística interna (ou intralogística) e todos os profissionais envolvidos no trabalho da área.

Neste cenário, leva-se muito em conta a qualificação dos profissionais. Será que o Brasil prepara a sua mão de obra a contento? É bom saber que em ramos como o da logística são utilizados conceitos aprendidos em todas as fases de ensino, desde o fundamental até o médio. Isso mesmo, disciplinas que por algum motivo o estudante acha que nunca vai aplicar na vida profissional são constantemente exigidas. E é fácil explicar. É durante o primeiro aprendizado que ocorrem os estímulos na criança como a percepção, velocidade de raciocínio e coordenação motora e absorção da cultura, história, matemática e língua.

A resposta sobre a preparação da mão de obra brasileira se encontra nesses fundamentos citados. Se a educação estiver deficitária, o país terá problemas para acompanhar a rotina de novos conhecimentos e conceitos que se aplicam a cada dia. Incluindo a intensa transformação tecnológica. Um bom profissional da logística, atuante em qualquer área, tem por obrigação superar qualquer deficiência, caso sinta falta de bases sólidas em sua formação. Tal prática faz parte da evolução profissional tanto quanto o aprendizado prático e experiências adquiridas ao longo dos anos. Leva-se em consideração, também, pensar no futuro.

Por outro lado, as famílias precisam dar a devida atenção à educação de seus filhos. É bem provável que, aos dez anos de idade, uma criança não tenha maturidade o suficiente para projetar dificuldades futuras, cabe aos pais orientarem o seu desenvolvimento, somando a ele uma boa sustentação emocional. Aí estaremos preparando o futuro, com profissionais inteligentes e preparados para enfrentar as crises, não só da logística, mas dos inúmeros outros setores da economia.