Interessante tocar neste tema, uma vez que a logística faz parte da contabilidade de uma empresa desde a sua fundação. A logística é um dos pilares do negócio e se incluem em seus custos todos os gastos de uma empresa relacionados à área de transportes, organização operacional, cronogramas de produção, gerenciamento, entre outras atividades. No Brasil, isso representa, em média, 8% da receita líquida das empresas. E é o controle desses custos que pode fazer toda a diferença para o crescimento da empresa, por isso é tão importante entender o que significa gerenciá-los.

Mesmo as pessoas mergulhadas no ramo da logística, às vezes, têm certa dificuldade para definir em palavras do que se trata exatamente o assunto. A adjacência mais conhecida é o setor de transporte, representando o maior porcentual de custos para a maioria das empresas, principalmente porque a malha rodoviária do Brasil é a mais utilizada para longas distâncias, o que encarece o custo final dos produtos. Imagine que tudo depende da chegada dos caminhões, incluindo matéria prima e peças de manutenção de máquinas, e esses caminhões sofrem intempéries de todos os tipos. É quase óbvio que o custo encareça. Além disso, empresas de transporte, ou mesmo empresas de outros ramos que possuam frota própria, devem incluir nos fixos a depreciação da frota, salários, manutenção, combustível, entre outras variáveis. Quando o transporte é terceirizado o custo vai para o frete.

Transferindo essa ideia de custos apontada no setor de transporte, o dia a dia de uma empresa leva em conta todas as variáveis para manter-se operando, somando-se a elas o cálculo de risco de mercado, ou seja, as oscilações externas que são “incontroláveis” e que precisam ser gerenciadas de maneira rápida, objetiva e favorável. Não vamos aqui abordar tudo que envolve a logística, mas com um bom exemplo tentaremos deixar claro o que é possível contabilizar como ganho ou perda. Em uma breve explicação sobre fornecedores, perceba que os custos logísticos levam em conta número de empresas que fornecem determinada matéria prima. Se existirem, por exemplo, cinco fornecedores no mercado, é possível conseguir preços melhores e, se algum deles falhar, a empresa tem muito mais possibilidades de administrar a falha. Agora suponha, se há apenas um fornecedor de um produto específico, o preço é estabelecido de uma maneira diferente e a administração do risco de falha exige uma antecipação mais apurada, como manter ativo um estoque. E esse estoque vai gerar custos, e assim por diante.

Números

A ABML estima que o custo logístico em uma empresa possa equivaler a 19% do faturamento. É um valor considerável que pode significar a própria vida da empresa. Dentro dessa realidade, a falta de informação sobre custos é considerada uma das maiores causas geradoras de dificuldade para as companhias. Por isso, a administração de uma empresa exige atualização constante de conhecimento, garimpagem de novos parceiros e acompanhamento das tendências de mercado, entre elas as experiências de sucesso que ocorrem no exterior, pois algumas delas são adaptáveis para a realidade brasileira e podem significar um avanço na otimização de custos.

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Até a próxima!