Na Gestão da Logística é fundamental mensurar os resultados e, com isso, saber se o nível de serviço está satisfatório ou se os processos Logísticos estão funcionando. Para isso, é preciso definir alguns indicadores de desempenho, ou KPIs (Key Performance Indicators), que refletem a performance da empresa na realização de seus objetivos e estratégias.

Qual é a importância?

Os indicadores de desempenho são baseados em informações válidas e, por isso, resultam em informações verídicas sobre os processos da empresa. Tais informações são essenciais para que todos os envolvidos possam focar nos mesmos objetivos e estratégias. No fim das contas, eles acabam funcionando como um “veículo de comunicação”, pois permitem que todos os colaboradores se envolvam nas estratégias da Empresa.

Porém, para atingir esse objetivo, os KPIs devem seguir algumas características. Por exemplo, devem representar direcionamentos de valor estratégico, os quais são definidos por executivos e baseados nos padrões corporativos. Esses direcionamentos devem fluir ao longo da empresa e serem de fácil compreensão, para que o objetivo principal não se perca.

Os indicadores também servem para apontar os desvios e até as fraquezas da Empresa na busca de suas metas, dessa forma direcionando as equipes em quais áreas ou sobre quais processos são necessárias ações corretivas e preventivas.  Reiterando a relevância dos indicadores para as empresas: não se pode melhorar aquilo que não é medido.

Indicadores para logística

Existem diversos KPIs para todos os ramos. Dentre os específicos para o setor de Logística e de Transportes, separamos alguns bons para sua empresa:

  • Custo de frete por unidade: quando as unidades expedidas seguem padrões (kg, litros, toneladas) ou então são sempre idênticos, então o custo total do frete deve ser dividido pelo número de unidades expedidas num determinado período.
  • Taxa de ocupação do Armazém: indicador que representa a quantidade de posições / endereços que estão ocupadas em relação à quantidade total de posições / endereços disponíveis para armazenamento, sendo que as boas práticas de mercado recomendam que a ocupação ideal para um bom fluxo operacional, não ultrapasse 85%.
  • Custo de transporte outbound (saída) como percentual das vendas: esse indicador avalia a performance financeira do setor de transporte. Para isso, dividem-se os custos de frete (de entrega) pelas receitas de vendas de um determinado período.
  • Acuracidade de Estoque: taxa em percentual que indica quanto o estoque físico contado ou apurado no Armazém coincide com a quantidade de estoque contábil que está registrada no Sistema de Gestão (ERP, WMS).
  • Tempo em trânsito: número de dias (ou horas) do momento em que o lote sai da fábrica ou empresa até o momento em que é entregue ao cliente.
  • Reclamações como percentual dos custos de transporte: para calcular esse KPI é necessário dividir os custos das reclamações com perdas e danos pelos custos totais de transporte. É possível fazer a medida para cada fornecedor ou para a empresa como um todo. Números altos podem indicar problemas nos processos logísticos como empacotamento, acondicionamento ou com o transportador.
  • Coletas pontuais: calcula-se dividindo o número de coletas feitas na hora combinada pelo número total de cargas enviadas num período. Com isto o desempenho do transportador é avaliado, uma vez que ele pode afetar a performance da empresa e a satisfação de seu cliente.

Agora que você já sabe tudo sobre indicadores de desempenho, que tal capacitar sua equipe? Conheça nossos treinamentos na área de Logística e Supply Chain.