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Crossdocking: descubra o que é

Um método cada vez mais utilizado no mundo da logística e que tende a crescer cada vez mais, o crossdocking ou cross-docking. Em uma tradução livre, o termo significa “atravessando docas”, ou seja, recebe-se a mercadoria nas docas de um armazém e expede-se nas docas do lado oposto. Este processo interliga diretamente as fases de recebimento e expedição da carga, visando eliminar a necessidade de armazenagem entre as entradas e saídas ou pelo menos diminuindo o tempo da mesma. Entenda um pouco mais sobre como funciona essa técnica.

 

Sincronia

O crossdocking é um processo repleto de detalhes, pois é exigida uma sintonia bastante forte entre todas as partes que participam do processo de entrega, transporte e manuseio do material. O objetivo desse método é extinguir o estoque ou armazém da forma como os conhecemos, modernizando todo o sistema logístico e também empresarial da companhia.

 

Vantagens

Por razões obvias a primeira das vantagens na implementação desse sistema é a diminuição do espaço necessário para a estocagem de produtos, já que os mesmos serão programados para passar pouco tempo no galpão. Outra grande vantagem é a redução de furtos, pois com a carga sempre em movimento a dificuldade de um roubo é bem maior, o que também leva a terceira e talvez uma das maiores vantagens, a redução de custos. Com a diminuição do estoque e também a redução de furtos, os custos consequentemente são otimizados, o que é sempre uma vantagem em qualquer setor.

 

Implementação

Como já mencionado anteriormente, a técnica do crossdocking não é fácil, porém não com alguns pré-requisitos o método tem tudo para dar mais do que certo. É extremamente importante, por exemplo, que haja uma boa comunicação entre todos os participantes da cadeia de suprimentos. Dados sobre vendas, pedidos e previsões de chegada devem ser sempre compartilhados para um melhor funcionamento do sistema.  Além disso, assim como em todo setor, um bom gerenciamento também é fundamental. Nesse caso o gerenciamento de planejamento estratégico deve ser impecável, visando organizar todas as informações e calcular um timing perfeito entre colaboradores.

 

E aí, já conhecia esse sistema? Que tal implantá-lo em sua empresa também? Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro das dicas e novidades do mundo da logística.

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Logistica Lean

Por Mauro Marques da Silva

História
O processo Lean foi difundido no começo dos anos 50, no Japão, após a segunda guerra mundial, na fabricação de automóveis. Eiji Toyota e Taiichi Ohno iniciaram o processo de identificação de desperdícios e busca de melhor nível de produção.

A produção Lean, ou enxuta, destacou-se em 2007, na produção da Toyota, que com a utilização desse sistema de produção tornou-se a maior montadora de automóveis do mundo. Por meio de diversas ferramentas de qualidade focadas na identificação e eliminação de desperdícios, a empresa iniciou o que conhecemos como manufatura lean ou produção enxuta. Diversas empresas de diversos ramos vêm adaptando os conceitos desse sistema em suas atividades, mas tal sistema ainda é pouco mencionado no ramo logístico.

O que é?
Resume-se na eliminação de desperdícios para o aumento na qualidade e da lucratividade. A palavra LEAN traduzida significa enxuta.

Utilização na logística
A aplicação do Lean na logística visa planejar um sistema puxado com a reposição exata das necessidades, sempre em pequenos lotes ao longo do fluxo de uma cadeia de suprimentos, de forma sincronizada.

Geralmente, as empresas são abastecidas pelos seus fornecedores com grandes lotes baseados em “previsões” de vendas. Isso pode causar diversos gastos desnecessários com mão de obra, inventários, estrutura, inclusive imprevistos “inesperados” podem causar o efeito chicote.

Algumas técnicas são utilizadas para se implantar o sistema Lean como: Kanban, Milk Run e Cross-docking. Para que a aplicação Lean obtenha sucesso em uma empresa, deve-se, primeiramente, aplicar a filosofia internamente na empresa, além disso, não fará sentido falar de Lean na logística sem que exista integração entre as áreas, desde o fornecedor até o cliente.

As vantagens

  • Corte de desperdícios;
  • Melhor agilidade no processo;
  • Agregação de valor ao serviço prestado.

Cuidados a tomar

  • Produzir apenas o que o cliente necessita — As dificuldades de um sistema puxado é manter em dia o estoque de acordo com a necessidade do cliente. Para trabalhar sem excessos é preciso estudos e análises, não é de um dia para o outro que a empresa muda sua cultura de trabalho.
  • Obter visão sistêmica de todo o processo — O gestor do processo tem que visualizar o mesmo em todos os seus aspectos, desde o fornecedor até o cliente. Falta de conhecimento de alguma área pode causas inúmeros problemas posteriores.
  • Evitar eliminação de atividades e mão de obra, que sejam tachadas como desperdício — Algumas atividades da logística realmente custam valores significativos para a empresa, inclusive a quantidade de colaboradores pode ser muito significativa, mas a para cortar qualquer um desses “gastos” deve-se analisar muito bem. Por exemplo, imagine que desligou um colaborador de certo setor para manter a equipe totalmente enxuta, pois havia sempre um colaborador que ficava determinado períodos ocioso. Com a equipe totalmente enxuta e todos os colaboradores bem atarefados, o que ocorrerá caso algum falte? Ou fique afastado por um grande período? Ou haja um pico nas atividades de uma hora para outra? Com certeza a equipe passará por diversas dificuldades, sobrecarga em algumas ocorrências. Por tanto, o gestor tem que ter em mente que esses imprevistos podem ocorrer (e geralmente ocorrem).