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Transporte Hidroviário no Brasil

Já falamos aqui no blog sobre sistema intermodal de transportes e como ele ajuda nos cuidados com o ambiente e também na economia de custos. Hoje vamos falar sobre um dos modais que mais ajuda nesses dois quesitos super importantes: o transporte hidroviário. Saiba um pouco mais sobre o que é e como ele funciona.

 

Modal

O transporte hidroviário é um dos modais mais econômicos de todas as estratégias logísticas, além de ter um baixo custo de funcionamento sua manutenção também é consideravelmente barata. Passando por hidrovias, caminhos aquáticos navegáveis, esse modal utiliza de navios, barcos ou balsas para o deslocamento de pessoas e também mercadorias. Uma de suas maiores vantagens é a possibilidade do transporte de grandes cargas pesadas por longas distâncias, com um baixo custo e menor impacto ambiental.

 

Funcionamento

Para que esse modal seja viável, são necessárias algumas boas condições de ambiente, como hidrovias planas e uma boa profundidade marítima. Além, é claro, de boas disposições climáticas, tais como ventos e correntezas.

 

No Brasil

No Brasil o transporte hidroviário é dividido em duas categorias, o fluvial e o marítimo. O marítimo é o mais importante, sendo responsável por 75% do comercio internacional. Já o fluvial, mesmo sendo o modal mais limpo e econômico, continua tendo uma menor aplicação no país.

 

E você, já conhecia esse modal? Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro das curiosidades do mundo da logística.

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Cabotagem: o que é?

A cabotagem é na verdade um tipo de transporte de cargas no modal marítimo, baseada em navegar sem perder a costa de vista. Esse sistema teve início a muito tempo atrás com as navegações ao redor de continentes para suas demarcações demográficas.

Com o tempo, foi observado que a prática poderia economizar uma boa quantia de custos para a logística. Sem a necessidade de enfrentar alto mar, os navios não precisam ter um porte ou equipamento tão refinado quanto os demais.

É verdade que cada país possui sua própria legislação para a prática da cabotagem, nos Estados Unidos, por exemplo, é obrigatório que o dono do navio e pelo menos 75% de sua tripulação sejam cidadãos do país.

Já no Brasil, apesar de não haver uma implicação quanto a nacionalidades, a cabotagem ainda é um processo meio complicado de se lidar, devido a tantas restrições burocráticas. Hoje, apesar de não fazer muito sentido, ainda é mais vantajoso o transporte em alto mar ao processo de cabotagem.

Então, já conhecia esse sistema? Continue acompanhando nosso blog para saber mais curiosidades logísticas.

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Dificuldades do modal rodoviário no Brasil

O modal rodoviário enfrenta diversas dificuldades no Brasil. Com uma estrutura extremamente precária e margem de lucro bem menor que qualquer outro modal, o rodoviário continua sendo a principal escolha para transporte de cargas. Entenda um pouco melhor as dificuldades desse modal.

 

Estrutura

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizou recentemente uma pesquisa que revelou que apenas 11,1% das rodovias do país são asfaltadas e, dentro dessas, dois terços necessitam manutenção. Foi divulgado em outubro do ano passado um estudo que apontou problemas em 62,1% das principais rodovias do país.

 

Custos

Com uma infraestrutura ainda precária e a necessidade urgente de manutenção, o modal rodoviário custa três vezes e meia a mais que o modal ferroviário e nove vezes mais que fluvial. Além disso, esse modal é responsável por 90% do consumo do diesel direcionado para transportes no país.

 

De fato, é complicado compreender como esse modal continua predominante no Brasil com tantos pontos contrários.

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Como pensar em Brasil sem pensar em capacitação profissional da logística?

O setor de logística no Brasil movimenta cerda de R$360 bilhões por ano. Os números são da Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), responsável por organizar, planejar, transportar e distribuir bens de serviços no país. Mas esse valor e toda essa movimentação requerem a elaboração de estratégias inteligentes para não perder investimentos e, mais do que isso, estimular o crescimento. Saindo um pouco do terreno de análise macroeconômica e fazendo um corte para as empresas em si, as responsáveis por todo o bolo de atividades que envolvem o setor de logística, incluindo todo os ramos, entre eles o da logística interna, 71% das companhias no Brasil sofrem para atingir um nível satisfatório de mão de obra, segundo estudo anual feito pela Manpower Group (empresa de soluções em gestão e contratação de pessoas).

O que também assusta é o crescimento do índice, que em 2010 foi de 64% e, em 2011, de 57%. Fora que 34% dos contratantes do cenário mundial têm encontrado dificuldade para preencher vagas. Não é diferente no Brasil, ainda vivemos uma realidade de crescimento de até 5% ao ano do ramo da logística, mas não significa que as empresas não precisem estar atentas à necessidade de se organizarem nesse sentido. Atentas, muitas delas já terceirizam a sua logística interna, logística reversa, de distribuição e transportes. A terceirização não deve ser encarada como algo pejorativo, e sim, como uma política inteligente de profissionalização do setor. Se pensarmos que uma empresa especializada em logística vai oferecer serviços de ponta, a preocupação com a qualidade da mão de obra deixa de ser um fantasma, pois é certo que os profissionais contratados serão qualificados.

Funcionando a pleno vapor e com a certeza de que o trabalho está sendo bem feito, o foco dos empresários passaria a ser a cobrança por investimentos do governo na rede viária, ferroviária, aérea e portuária do país, com o intuito de garantir a qualidade dos negócios internos e externos. Além disso, com menos um motivo para se preocupar, haveria possibilidade de progressão na área de armazenamento e estocagem de grãos e mercadorias, o que diminuiria a perda de produtos e negócios por falta de conservação.

Essa seria a verdadeira capacitação profissional da logística. Nem deveríamos pensar se as pessoas estão sendo bem treinadas ou não para se tornarem bons trabalhadores, isso já deveria ser de praxe. Se ainda não o é, com a ideia de se trabalhar com a mentalidade do investimento e não dos “custos” o quadro pode mudar no Brasil, que com isso só tem a ganhar. Sem dúvida, neste momento, estaríamos discutindo outros índices que não os de atingir ou não um nível satisfatório de mão de obra. Quando for assim, o setor de logística do Brasil será um dos melhores do mundo.