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Como funciona o seguro de cargas?

Os profissionais que trabalham no setor de transportes sabem os perigos que as estradas brasileiras oferecem: criminalidade, policiamento falho e estrutura precária – e em decorrência destes fatores, é de suma importância que estes profissionais adotem técnicas de gerenciamento de risco em logística, e seguro de cargas.

Quais são os tipos?

As seguradoras costumam oferecer dois tipos de seguro para transportes, a apólice de roubo e a apólice de acidentes. Além disso, existem seguros nacionais e internacionais:

Nacionais: Neste caso as apólices podem ser avulsas, ou seja, a contratação pode ser feita para cada viagem independentemente. Se o transporte for efetuado em frota própria ou serviço terceirizado, a garantia do seguro é total, cobrindo, portanto, danos e prejuízos ocorridos durante a viagem ou furtos.

Internacional: No caso do seguro internacional a apólice deve seguir as regras de contrato de importação e exportação, que variam de acordo com a legislação de cada país. Em tese, a cobertura do seguro internacional é a mesma do nacional, porém deve-se alertar para os critérios estabelecidos pelo país de destino com a seguradora.

Qual a importância?

Com o seguro de cargas o cliente e o vendedor têm a garantia de reembolso, caso a carga seja roubada ou furtada durante o percurso. E além do ressarcimento, a contratação do seguro garante credibilidade ao contratante da empresa, implicando em um diferencial de mercado.

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Logística em comércio exterior: desafios enfrentados no Brasil

Apesar de ser o maior país da América Latina, o Brasil ainda tem uma participação bem pequena no que diz respeito ao Comércio Exterior. Muitas dificuldades retraem o crescimento dessa área, tais como falta de investimento em infraestrutura, alta tributação e poucos incentivos fiscais. Neste cenário, o setor logístico enfrenta uma infinidade de desafios que dificultam a vida de quem trabalha no ramo.

Preços

Se a participação do Brasil no comércio exterior já é pequena, ela se restringe ainda mais na parte da exportação e uma das principais causas disso é a alta tributação dos produtos brasileiros. Para consumidores de outros países, os preços altos acabam não valendo a pena. Até mesmo para os brasileiros, acaba ficando mais barato importar de outros países do que comprar certos produtos no Brasil.

Outro fator a ser considerado é a facilidade cambial que outros países oferecem. Até mesmo em países vizinhos do Brasil, como a Argentina, os produtos chineses substituem os produtos brasileiros devido às facilidades que os asiáticos oferecem.

Infraestrutura

Outro ponto crítico – e que até mesmo as autoridades brasileiras reconhecem – é a deficiência na infraestrutura logística. Além da precariedade das estradas, as ferrovias são pouco exploradas e os portos, em particular, são considerados um grande déficit pelo comércio exterior.

Desde o carregamento no cais, até a estocagem e o transporte são problemáticos em comparação com as estruturas de outros países. Uma das principais reclamações é que, no Brasil, as mercadorias ficam estocadas por um período duas a três vezes mais longo do que no resto do mundo.

Uma das reformas proposta para melhor essa situação é tentar acabar com os monopólios, aumentando a concorrência. Enquanto a estrutura logística brasileira precisa destas melhorias, o comércio exterior aguarda por este sucesso, pois para outros países o Brasil continua sendo um mercado interessante.