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Armazenagem de Alimentos: a BPLog aposta em novo segmento

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A BPLog, em setembro desse ano, ampliou seu nicho de atendimento e conquistou um maior espaço no mercado. A empresa firmou um novo contrato, em que será responsável por um novo segmento: a armazenagem de alimentos. O novo contrato foi assinado com uma empresa de Curitiba – PR, que teve sua identidade preservada.

A armazenagem de alimentos requer diversas especificações. A BPLog teve de adequar sua estrutura de armazenagem destinando algumas áreas dentro de seu armazém para melhor acomodar as mercadorias.

Os meios de armazenagem do alimento devem ser frescos, ventilados e iluminados. Essas áreas devem necessariamente ser mantidas limpas, livres de resíduos e sujeiras para evitar a presença e aninhamento de insetos e roedores. Além disso, é recomendado que, periodicamente, sejam higienizadas e desinfetadas com produtos apropriados.

Segundo Mauro Marques, coordenador comercial, a estratégia de crescer neste segmento é acertada. “A BPLog já é conhecida como especialista em Intralogística (terceirização de operações), Consultoria e Treinamentos. Agora estamos em fase de crescimento na Armazenagem; além de iniciarmos trabalhos como Filial Fiscal para alguns clientes, o segmento de Alimentos é um segmento que sempre apresenta demanda crescente”.

 A BPLog conta hoje com estrutura referência em armazenagem. Além de oferecer moderna estrutura a empresa possui sistema WMS e em condomínio fechado com segurança 24 horas.

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O que é cadeia logística?

A cadeia logística, como o próprio nome sugere, é a interligação de um conjunto de atividades que vai desde a elaboração de um produto, até sua distribuição e comercialização. Esse sistema transcende a relação fornecedor-cliente, pois envolve a comunicação cliente-fornecedor, como por exemplo, os sistemas de trocas ou reclamações.

Com a globalização do mercado, muitas indústrias tiveram que se adaptar para se manterem competitivas e o maior desafio está em manter a qualidade dos produtos, com o menor custo possível. É aqui que entra a cadeia logística, um conjunto de fornecedores, prestadores de serviços e distribuidores, trabalhando em parceria buscando um melhor resultado para todos. Essa cadeia é composta por seus clientes, fornecedores, produtores, distribuidores, revendedores, ou seja, todos por quais o produto irá passar.

Estudos relatam que com a evolução social, a qualidade e o preço já não são suficientes para garantirem vantagem competitiva. Surgiu assim a necessidade das Empresas inovarem no quesito atendimento ao cliente, agregando ao produto ou serviço mais conforto, segurança, tecnologia e disponibilidade de informação. A cadeia de suprimentos, como também é chamada, tem como desafio atender a esses requisitos adicionais, proporcionando assim novas vantagens competitivas às Empresas.

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A cadeia de suprimentos como a menina dos olhos da logística

O blog da BPLog aprofunda conhecimentos de maneira que todos os leitores do blog tenham acesso a informações relevantes sobre logística, desde o profundo conhecedor da área até o mais leigo. Como a cadeia de suprimentos é um dos assuntos que sempre está em evidência, falaremos sobre a sua importância dentro da ordem produtiva e em que a sua gestão adequada pode contribuir para o melhor desempenho mercadológico da empresa, ou seja, torná-la mais competitiva e com reais chances de abocanhar grandes fatias da “pizza de negócios”.

O planejamento da cadeia de suprimentos envolve produção industrial, estoques, transporte, a compra dos mesmos e a organização de toda a demanda. Imagine que uma obra vai começar em uma residência. Para resumir o processo, é preciso ter um projeto definido, a assinatura do engenheiro, a aprovação da prefeitura, data para começar, data para terminar, o pedreiro e o material. Imagine que o pedreiro chega para trabalhar na segunda-feira e não encontra nem areia, nem cimento, porque o responsável pela obra ainda não terminou de fazer os orçamentos nas lojas de material de construção. É atraso na certa, prejuízo na certa e muita dor de cabeça. Isso que quando se trata de uma obra da construção civil já se trabalha com atrasos eminentes por conta o mau tempo, intempéries no terreno ou algo do gênero.

Transportando o exemplo para a cadeia industrial, já pensou faltar matéria-prima ao ligar as máquinas? Claro que a administração dos setores de uma empresa é muito mais complexa do que uma obra residencial, com o agravante de que um simples atraso interfere na demanda de inúmeros outros clientes.

Estamos falando dos mínimos detalhes, portanto, muito provavelmente trataremos de empresas bem encaminhadas nesse sentido e de outras que ainda patinam na má gestão logística. Mas o que é possível fazer para aprimorar?

O planejamento estratégico da cadeia de suprimentos envolve decisões sobre organização. Os produtos, a localização, as remessas, entre outras coisas chamadas de objetos precisam entrar como parte da estrutura do todo, afinal, interagem uns com os outros baseados em regras operacionais que precisam estar claras, desde a retaguarda até a ponta final da distribuição. É aí que entram customizações da logística interna para evitar as falhas, ou mesmo, as antecipar.

Também não dá para esquecer que a logística interna trabalha com indicadores de desempenho para mensurar os resultados e formatar ações de melhoria continua nos processos da operação. Se a empresa não tem o know-how para detectar problemas ou mesmo encontrar soluções a partir de indicadores, que podem ser inclusive a diminuição do lucro ou o gasto excessivo de materiais, ou mesmo uma sobra que não se sabe ao certo de onde está vindo, há no mercado prestadoras serviços logísticos terceirizados, como a BPLog, que atuam desde a consultoria logística até a gestão completa das operações. Cabe ao empresário e aos diretores decifrar as suas deficiências e apostar em mudanças, caso sejam necessárias.

Bons negócios a todos.

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A logística interna tem alguns segredos para se entender

Algumas das funções da operação logística otimizada dentro de uma empresa já são sabidas, como a redução de custos operacionais, diminuição do tempo de produção, controle de estoques, melhora no gerenciamento de distribuição e aumento do lucro, mas ainda encontrarmos no mercado empresas que esgotam as suas energias em apenas um dos tantos setores já citados, imaginando que fazem o correto e, consequentemente, ignorando a possibilidade gerencial para um crescimento ainda maior.

É até aceitável imaginar que, de maneira natural, o empresário se concentre no produto pronto, uma vez que a entrada de divisas ocorre por conta dele, com as vendas, mas é básico na administração que o caminho até esse produto gera gastos, requer renovação de investimentos, capacitação de pessoal e reavaliação constante do sistema operacional cotidiano, aprimorando o que dá certo e remanejando o que atravanca o processo, desde a recolocação de pessoal até a criação de um novo design.

A intralogística trata exatamente dessas movimentações e mesmo que a empresa não dê esse nome aos bois, ela está presente sempre, por isso a importância da sua aplicação na produção, recebimento, estocagem e movimentação. Mas o segredo não está em sua função motora. Um bom sistema logístico não se fortalece com o apertar de botões, mas com a capacidade profissional de quem os aperta. Não é a toa que até empresas familiares, detentoras de uma histórica administração mais blindada, vêm contratando serviços terceirizados de logística interna.

Foi-se a época em que a indústria delegava a função logística para pessoas menos capacitadas, que eram apenas os “encarregados” por levar e trazer. Hoje, mais do que a exigência mercadológica pela contratação de bons profissionais ou empresas terceirizadas e de consultoria, requer-se otimização de estoques, ferramentas e softwares de ponta e máquinas para trânsito fluente de mercadorias para estoque ou deslocamento de matéria-prima até os centros de produção. É o mínimo.

O segredo, portanto, está no gerenciamento tanto das ferramentas quanto dos setores e de pessoal. Ao trabalhar essa ideia dentro da empresa, só aumenta a chance de se acertar o caminho até uma logística interna perfeita.

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A importância da logística na visita do Papa Francisco ao Brasil

O Papa Francisco está no Brasil até o dia 28 de julho e vamos aproveitar a deixa da presença do pontífice para lembrar o quanto é importante a organização logística de uma visita como essa, com características de chefia de estado. A organização vai desde a preparação para a descida do avião, saída do aeroporto, definição de trajeto, pontos para troca de segurança, hospedagem, alimentação e traslado até as cerimônias que marcam a agenda da semana.

Eventos de grande porte como esse, e até, por que não, de pequeno porte, movimentam inúmeros setores da sociedade, incluindo aí a cobertura midiática jornalística e os funcionários da copa, responsáveis por não deixar faltar nem o cafezinho, nem o chimarrão. Imaginem que esses setores também precisam ter a sua micro-organização logística, que deve estar antecipadamente sincronizada com a logística macro, em uma verdadeira tática de guerra, na qual não pode sequer faltar uma bateria ou pilha para ligar, por exemplo, o flash de uma câmera fotográfica. Afinal, o trabalho de meses pode se perder por completo se a foto para a capa do jornal não sair.

Não estamos aqui para fazer críticas a qualquer ocorrido que tenha dado certo ou errado na logística da visita do Papa, como dissemos no início do post, a ideia de escrever sobre a estadia dele no Brasil surgiu para tentar aproximar esta semana marcante para a Igreja Católica com a realidade empresarial no dia a dia. Queremos que as companhias e empresas pensem na sua organização, se preocupando em saber como está funcionando sua produção, seu atendimento, sua logística, sua equipe e assim por diante. Ela vai bem? Ao responder a pergunta, lembre-se de que sem uma boa logística podemos até arriscar dizer que o empresário não é ninguém.

Até a próxima.

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Como a logística vai funcionar na Copa do Mundo de 2014?

A grande festa do futebol será no Brasil em 2014 e as preparações para o evento são muitas. Sem entrar em detalhes sobre atrasos ou falhas pontuais de infraestrutura que remetem a falta de organização, estádios estão sendo construídos ou reformados, sobram investimentos em aeroportos, em adequações de transporte e vias nas cidades-sede e nos meios de comunicação a Copa do Mundo no Brasil é tema diário, mesmo por que, uma prévia do evento acontece ainda em 2013 com a Copa das Confederações.

O ramo logístico é um dos mais interessados no assunto. De acordo com a Fiesp de São Paulo, “o total de investimentos, público e privado, previsto é de R$ 183 bilhões. A expectativa é de que 710 mil novos empregos sejam gerados, sendo 330 mil perenes. E o país espera aproximadamente 3,1 milhões de turistas estrangeiros”. A distribuição desses números, sem dúvida, passará pela área logística, desde a organização de pequenos setores empresariais até o vai e vem de operários e material bruto para as obras. Tamanha importância do setor gera euforia e incentiva o planejamento, já que é impossível tudo dar certo sem ele.

No Brasil, e agora fazendo um recorte para Curitiba, Paraná, uma das cidades-sede, a preocupação é sanar o quanto antes os possíveis problemas de infraestrutura que precisam estar a contento para receber um evento do porte de uma Copa do Mundo. A capital paranaense talvez seja uma das cidades mais bem preparadas, incluindo nisso a finalização das reformas no estádio que receberá os jogos, mas não podemos negar que os holofotes do mundo todo estarão voltados para o país e, mais do que isso, receberemos milhares de visitantes de todas as partes do planeta. Isso assusta? Não, mas precisamos estar preparados.

O que a Copa deve movimentar
Os setores que mais deverão ser estimulados são:

  • Armazenagem.
  • Montagem de kits.
  • Transportes.
  • Construção civil.
  • Turismo e hospedagem.
  • Confecções.
  • Bebidas.

Todos eles vão precisar contar com uma organização profissional de logística, avaliando desde o planejamento, passando pela execução e terminando no acompanhamento e controle das tarefas relacionadas ao fluxo de materiais e informações, do fornecedor até o cliente final.

Finalizando, apenas queremos destacar a importância do trabalho logístico no Brasil até a Copa do Mundo e depois dela. A BPLog tem se destacado por antecipar previsões aos seus clientes e ajudando-os a implementar a melhor estratégia logística, e está atenta as necessidades e oportunidades que estão surgindo, afinal, nunca é demais antecipar o futuro e o planejamento é o sucesso para que as estratégias funcionem da maneira prevista.

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Como pensar em Brasil sem pensar em capacitação profissional da logística?

O setor de logística no Brasil movimenta cerda de R$360 bilhões por ano. Os números são da Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), responsável por organizar, planejar, transportar e distribuir bens de serviços no país. Mas esse valor e toda essa movimentação requerem a elaboração de estratégias inteligentes para não perder investimentos e, mais do que isso, estimular o crescimento. Saindo um pouco do terreno de análise macroeconômica e fazendo um corte para as empresas em si, as responsáveis por todo o bolo de atividades que envolvem o setor de logística, incluindo todo os ramos, entre eles o da logística interna, 71% das companhias no Brasil sofrem para atingir um nível satisfatório de mão de obra, segundo estudo anual feito pela Manpower Group (empresa de soluções em gestão e contratação de pessoas).

O que também assusta é o crescimento do índice, que em 2010 foi de 64% e, em 2011, de 57%. Fora que 34% dos contratantes do cenário mundial têm encontrado dificuldade para preencher vagas. Não é diferente no Brasil, ainda vivemos uma realidade de crescimento de até 5% ao ano do ramo da logística, mas não significa que as empresas não precisem estar atentas à necessidade de se organizarem nesse sentido. Atentas, muitas delas já terceirizam a sua logística interna, logística reversa, de distribuição e transportes. A terceirização não deve ser encarada como algo pejorativo, e sim, como uma política inteligente de profissionalização do setor. Se pensarmos que uma empresa especializada em logística vai oferecer serviços de ponta, a preocupação com a qualidade da mão de obra deixa de ser um fantasma, pois é certo que os profissionais contratados serão qualificados.

Funcionando a pleno vapor e com a certeza de que o trabalho está sendo bem feito, o foco dos empresários passaria a ser a cobrança por investimentos do governo na rede viária, ferroviária, aérea e portuária do país, com o intuito de garantir a qualidade dos negócios internos e externos. Além disso, com menos um motivo para se preocupar, haveria possibilidade de progressão na área de armazenamento e estocagem de grãos e mercadorias, o que diminuiria a perda de produtos e negócios por falta de conservação.

Essa seria a verdadeira capacitação profissional da logística. Nem deveríamos pensar se as pessoas estão sendo bem treinadas ou não para se tornarem bons trabalhadores, isso já deveria ser de praxe. Se ainda não o é, com a ideia de se trabalhar com a mentalidade do investimento e não dos “custos” o quadro pode mudar no Brasil, que com isso só tem a ganhar. Sem dúvida, neste momento, estaríamos discutindo outros índices que não os de atingir ou não um nível satisfatório de mão de obra. Quando for assim, o setor de logística do Brasil será um dos melhores do mundo.

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Profissionais de logística precisam pensar em estratégias, táticas e operações

Quase sem percebermos as nuances da logística seguem evoluindo dia a dia. Antes designada para suprir setores carentes da indústria, hoje é tida como parte fundamental das estratégias de crescimento e customização de atividades dentro das fábricas, comércio e departamentos. Não há como pensar em operações sem mencionar a logística ou os seus desdobramentos como a logística interna (ou intralogística) e todos os profissionais envolvidos no trabalho da área.

Neste cenário, leva-se muito em conta a qualificação dos profissionais. Será que o Brasil prepara a sua mão de obra a contento? É bom saber que em ramos como o da logística são utilizados conceitos aprendidos em todas as fases de ensino, desde o fundamental até o médio. Isso mesmo, disciplinas que por algum motivo o estudante acha que nunca vai aplicar na vida profissional são constantemente exigidas. E é fácil explicar. É durante o primeiro aprendizado que ocorrem os estímulos na criança como a percepção, velocidade de raciocínio e coordenação motora e absorção da cultura, história, matemática e língua.

A resposta sobre a preparação da mão de obra brasileira se encontra nesses fundamentos citados. Se a educação estiver deficitária, o país terá problemas para acompanhar a rotina de novos conhecimentos e conceitos que se aplicam a cada dia. Incluindo a intensa transformação tecnológica. Um bom profissional da logística, atuante em qualquer área, tem por obrigação superar qualquer deficiência, caso sinta falta de bases sólidas em sua formação. Tal prática faz parte da evolução profissional tanto quanto o aprendizado prático e experiências adquiridas ao longo dos anos. Leva-se em consideração, também, pensar no futuro.

Por outro lado, as famílias precisam dar a devida atenção à educação de seus filhos. É bem provável que, aos dez anos de idade, uma criança não tenha maturidade o suficiente para projetar dificuldades futuras, cabe aos pais orientarem o seu desenvolvimento, somando a ele uma boa sustentação emocional. Aí estaremos preparando o futuro, com profissionais inteligentes e preparados para enfrentar as crises, não só da logística, mas dos inúmeros outros setores da economia.

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Gerenciamento de Projetos em Intralogística

Neste artigo serão inicialmente apresentadas as perspectivas de negócios no setor de serviços no Brasil, comparando o crescimento com outros países, e em seguida o leitor compreenderá a importância de um bom gerenciamento em projetos de terceirização da logística interna (ou intralogística), desde o momento do diagnóstico, passando pela correta precificação, até a implantação e controle do projeto.

Introdução

Observamos hoje no mercado uma tendência no aumento de operações terceirizadas também em Logística Interna, não apenas na área de Transportes como é de costume. A perspectiva para as empresas do ramo é de crescimento.

Na edição especial de Exame, as 1.000 maiores e melhores empresas, uma reportagem interessante mostra em um cenário econômico para o ramo de Serviços no Brasil. O aumento da participação deste segmento comparado a agricultura e indústria é um sinal da evolução econômica brasileira.  No Brasil , o ramo de serviços já representa 67% do PIB, enquanto a agricultura e indústria representam 5,5 e 27,5 % , respectivamente. Números que aproximam o Brasil de economias de primeiro mundo, conforme podemos observar na figura 1 abaixo:

Figura 1 : Participação do ramo de Serviços no PIB.

A Logística e a Cadeia de Suprimentos a sua volta, tem recebido cada vez mais a atenção dos gestores e investidores das empresas, por se tratar de uma atividade altamente estratégica para os negócios e que interfere diretamente nos resultados da organização. É a partir da atividade logística que surgem alguns dos principais atributos de satisfação dos clientes, destacando-se o prazo de entrega e o preço da mercadoria. Um fator que se observa, é que na maioria dos casos, a logística interna não faz parte das atividades principais das organizações. As atividades focais geralmente são relacionadas ao processo produtivo e de vendas, dessa forma, ficando a intralogística como uma área de apoio, que tem a segunda preferência quando o assunto é investimento.

Por conta disso encontramos muitos processos logísticos ineficientes, obsoletos, que acarretam em muitas falhas, desperdícios, ocupação de espaços desnecessários, alta rotatividade de funcionários, entre outros agravantes. Essas incidências contribuem para que a empresa perca diferencial competitivo em preço e agilidade. Quando a alta direção se dá conta disso, pode surgir a alternativa de terceirização das operações de intralogística, pois o esforço, tempo e custo para recuperar o prejuízo e adequar a operação dentro de casa, acaba sendo inviável, sem mencionar que muitas vezes não há capacitação técnica para uma virada de cenário. A terceirização da intralogística tem se tornado uma prática cada vez mais frequente nas organizações, dos mais diversos segmentos.

Os principais objetivos das Empresas quando terceirizam sua Logística, são:

  • Foco no negócio principal da Empresa.
  • Agregar valor e especialização.
  • Aumento de resultados.
  • Redução de falhas.
  • Responsividade.
  • Absorver as melhores práticas do mercado.
  • Busca da eficiência operacional.

A ideia da do Projeto de Terceirização da Intralogística deve ser “comprada” pela alta direção. O projeto deve estar alinhado com as estratégias de longo prazo da organização e não apenas para suprir a um aumento de demanda não previsto ou à algum pico de atividade. Um projeto de terceirização logística custa caro, não pode ser enxergado como uma especulação ou uma tentativa que talvez dê certo; o “tiro” precisa ser certeiro, pois uma vez que a operação terceirizada é iniciada, voltar atrás pode ser desastroso.

Existem duas formas de operacionalizar a terceirização da intralogística: in house e out house. A terceirização in house se dá quando um operador logístico disponibiliza os recursos para operarem dentro da “casa” do cliente. Na outra modalidade, o cliente terceiriza totalmente a logística, ficando por conta do operador logístico disponibilizar o armazém e todos os recursos para as operações personalizadas.

Etapas do projeto 

O Projeto de Terceirização de Intralogística é, basicamente, dividido em cinco etapas:

  • Diagnóstico.
  • Precificação e negociações comerciais.
  • Implantação da terceirização.
  • Controle.
  • Continuidade.

    1. Diagnóstico

Na fase de diagnóstico busca-se coletar o máximo de informações possíveis da Logística Interna por meio de entrevistas com pessoas-chave das áreas, visitas aos locais de trabalho, relatórios de sistema, medições de tempos e movimentos. A finalidade é identificar os métodos de trabalho, fluxo, as atividades críticas, os recursos humanos aplicados na operação logística, os equipamentos de movimentação, estruturas de armazenagem, interfaces com sistemas e banco de dados. Além do que, deve ser avaliada a complexidade da atividade, se envolverá treinamentos específicos, formações curriculares diferenciadas, habilidades e competências especiais dentro equipe.

Busca-se utilizar o máximo de informações numéricas possível, a fim do dimensionamento de recursos e, por consequência, a precificação do Projeto de Terceirização ser o mais assertivo possível.

2. Precificação e negociações comerciais

A precificação talvez seja a etapa mais crítica de todo o Projeto. Na maioria dos casos de terceirização de intralogística, é bastante grande a quantidade de variáveis que compõe. A partir do cruzamento dessas variáveis, acrescidos por requerimentos específicos do cliente, surgem vários cenários, com preços e condições diferentes. O desafio para quem elabora a precificação de um projeto desta magnitude é identificar qual ou quais desses cenários são os mais prováveis, para então levar uma proposta consolidada para o cliente.

Outro agravante é que o cliente que aguarda a proposta comercial, geralmente tem pressa e o prazo para apresentação dos preços e condições, são curtos. É uma corrida contra o relógio. São envolvidos muitos fornecedores, várias cotações, cálculos, simulações, reuniões, até que se chegue a um consenso do que deve ser apresentado ao cliente.

As variáveis mais relevantes que compõe a formação de preço de um projeto de terceirização de intralogística são:

  • Mão de Obra: Deve-se estimar a quantidade de funcionários necessários para a operação, diferenciar as funções, cargos, salários, encargos sociais e benefícios. Devem ser observados aspectos como a base salarial praticada na região onde será feita a terceirização, devem ser previstos os custos com turn over, férias, dissídio, reserva para cobrir reclamatórias trabalhistas, tudo precisa ser previsto e incluso na formação do preço. As despesas com alimentação, uniformes, EPI´s, transporte, bônus e premiações são rateadas por colaborador.
  • Equipamentos: São levantadas as necessidades de empilhadeiras, caminhões, carrinhos, maquinários, ferramentas, estruturas de armazenagem de produtos, etc. Precisa ser estudada a viabilidade dos investimentos. Comprar ou locar? Pagar a vista ou financiar? Quais juros incidirão sobre esses investimentos? A manutenção, abastecimento e depreciação dos bens devem ser previstas nesses cálculos.
  • Tecnologia da Informação: Em muitos casos, o cliente deseja que o operador logístico se responsabilize por toda gestão da informação do processo. Para isso, faz-se necessário orçar as licenças de softwares, os módulos de sistema para operação, como WMS, TMS, YMS bem como prever se será necessário estabelecer a comunicação entre o sistema do terceiro com o sistema ERP do cliente. Pode ocorrer também a necessidade de aquisições de hardware, como estruturas de rede, computadores, servidores, impressoras, leitores e coletores de código de barras, portais de rádio frequência, etc.
  • Outros custos diretos como seguros de responsabilidade civil / operações, itens de segurança como sistema de vigilância, prestadores de serviços, despesas financeiras, etc.
  • Custos indiretos – também conhecidos com de Administração ou BDI (Benefício das despesas indiretas) como comunicação, marketing, telefonia, apoio de empresas nas áreas jurídico, contábil, segurança do trabalho, sindicatos, etc.
  • Impostos. Hoje em dia as empresas prestadoras de serviço necessitam de um bom planejamento tributário para questões como qual regime operar (Supersimples, Lucro Real ou Lucro Presumido), quais vantagens na obtenção de créditos , entre outros pontos importantes.
  • Lucro. Importante se realizar uma análise de acordo com a estratégia comercial e valores de mercado. Detalhe: não só o percentual (%) é importante, mas também o volume financeiro envolvido.

O projeto é apresentado para o cliente e tão importante quanto a negociação dos preços envolvidos, é a validação do escopo atendido. Devem ser agendadas tantas quantas reuniões e workshops forem necessários a fim de certificar que o serviço oferecido atenderá plenamente às necessidades do cliente. É melhor ter que ajustar algo nessa etapa do que depois do projeto implementado. Qualquer variável dimensionada com erro pode acarretar em sérios prejuízos na fase de implantação, tanto financeiros como de qualidade.

3. Implantação

Usualmente são negociados prazos entre 30 e 90 dias para iniciar a implantação de uma operação de intralogística terceirizada. Esse espaço de tempo se faz necessário para prover os equipamentos, sistema de informação e recursos humanos necessários. São levantados vários orçamentos que precisam ser comparados e analisados, com o intuito de prover soluções com custos que não fujam do planejado na fase de precificação e que atendam à qualidade necessária para implantar a operação.

Na fase de transição, são replicados os treinamentos aos colaboradores, são realizadas simulações da operação (quando aplicável), adequações de layout e de estruturas físicas. Ocorrem também “lotes pilotos”, onde são operacionalizados volumes em quantidades a menor do que o usual, apenas para avaliar a qualidade do trabalho exercido.

É fundamental que a equipe seja liderada por um profissional (ou por um grupo de decisões) devidamente dotado de conhecimentos logísticos. Ele será uma peça chave no processo e muito do sucesso da operação, dependerá da condução da equipe e da comunicação que esse profissional estabelecerá entre as empresas. Suas habilidades e competências devem estar voltadas para o controle das operações, pensamento sistêmico, resolução de conflitos, tato com a equipe e principalmente, foco na melhoria contínua.

4. Controle

A chave para o sucesso de um Projeto de Terceirização de Intralogística, está num bom planejamento prévio, com o máximo levantamento de dados e mapeamento de atividades. Não deve ser poupado tempo no planejamento. O uso da cautela nessa fase certamente evitará futuros erros que algumas vezes são irreversíveis. E, em paralelo, com o mesmo nível de importância, o uso de um robusto sistema de controle das atividades asseguram o bom andamento do Projeto. O controle ocorre durante todo o projeto, desde a sua concepção, passando pelo diagnóstico, implantação e na continuidade.

Durante a implantação do projeto, é recomendado o uso de ferramentas que conciliem o uso de recursos com datas e prazos, evitando assim a sobrecarga de recursos que estão envolvidos nas atividades, por consequência, reduzindo as chances de atrasos no início da implantação. Essas ferramentas também controlam os custos, aportes financeiros nos momentos necessários, orçamentos previstos X realizados, etc.

Após a implantação, a gestão da operação de intralogística pode ser suportada através do uso dos indicadores de desempenho. Esses indicadores, ou KPI´s (key performance indicators), são medidores de nível de processo, contribuem para acompanhar de forma visual o andamento das atividades. Os KPI´s colaboram para as tomadas de decisões, indicam os pontos falhos a serem corrigidos, muitas vezes contribuindo para aplicar ações preventivas no menor sinal de que as coisas não andam bem.

5. Continuidade

Tradicionalmente, a última etapa da maioria dos Projetos é o Encerramento. Porém, em um Projeto de terceirização de intralogística, podemos afirmar que não há uma finalização, uma cerimônia de encerramento no ato em que a operação é colocada para rodar. Na realidade, o maior desafio do projeto começa a partir de quando ele é entregue. Naturalmente, no início haverá muitos problemas, planos de ação para correções, reajustes de escopo, revisão dos recursos, etc. Não há projeto onde não ocorram imprevistos. O que atribui integridade e confiabilidade a um bom projeto é a maneira como os imprevistos são tratados, sendo uma boa prática, buscar as soluções em conjunto, de forma ágil e com o menor impacto possível.

A Empresa que terceiriza suas operações espera não apenas que seja feito aquilo que já era feito enquanto a logística estava sob sua gestão; espera-se uma operação diferenciada, com inteligência agregada, melhores resultados e maiores níveis de produtividade. Para que isso aconteça, o novo sistema já deve nascer com o pensamento intrínseco de melhoria contínua; nada está tão bom que não possa ser melhorado, esse deve ser o pensamento eternizado na equipe que está envolvida na logística interna.

Ao mesmo tempo em que se encerra o plano de implantação, deve surgir o plano de melhoria contínua, com uma série de “mini projetos” que serão implantados em paralelo com as atividades operacionais e que proporcionarão otimizações a essas atividades, dessa forma, retroalimentando o ciclo da operação.

Considerações Finais 

Mediante a um cenário macroeconômico favorável, se faz necessária a correta aplicação das ferramentas para gerenciamento de projetos, quando o objetivo da organização for a terceirização da logística interna.

Dentro de qualquer empresa, a área de Logística Interna tem aumentado sua importância tanto em Projetos quanto na execução das atividades. As empresas têm estado atentas à importância de se adotar boas práticas, sob risco de arcar com custos acima dos praticados no mercado e – ainda pior – não atingir um nível de serviço adequado no atendimento das necessidades dos clientes internos e externos.

Bons projetos e bons negócios!

Autores

Marcus Vinicius Calvo Pardo (marcus@bplog.com.br) , formado em Engenharia de Produção, pós graduado em Gestão Empresarial, Finanças e Controladoria, possui 17 anos de experiência em Logística em empresas do ramo automotivo, aeronáutico e cosméticos.  Atualmente é diretor da BPLog, empresa especializada em Logística Interna.

Rodrigo Otávio da Cruz (rodrigo@bplog.com.br), formado em Administração de Empresas, Pós Graduado em Gerenciamento de Projetos, tem experiência de 14 em Logística. Atualmente é Supervisor de Projetos na BPLog e atua como Consultor em projetos logísticos. É professor em de cursos de extensão em Logística.

Referências

Revista Exame, Edição Especial Exame, Melhores & Maiores, julho 2012.

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Calcular o custo logístico é um dos maiores desafios das empresas

Quanto custa para armazenar um produto? Qual é o custo do transporte, do gerenciamento dos fretes, da distribuição de mercadorias? Qual é o custo ideal para uma operação de intralogística?

Essas são apenas algumas das perguntas a serem respondidas por uma empresa de qualquer setor que pretende ter resultados positivos em seus negócios. O custo logístico é tão importante quanto o custo da mercadoria em si, porém nem sempre essa informação é incorporada no cálculo. Ao pensar em um modelo para simples explicação, podemos citar a operação de logística interna e armazenagem. Há uma oscilação natural de custos nessas duas áreas, variando de acordo com as características de cada operação. A empresa precisa deter cada número da operação para administrar o custo total logístico, o qual também envolve outros departamentos, como, por exemplo, o transporte.

Não vamos falar aqui de fórmulas para cálculo de preços, basicamente o empresário deve ter em mente que o seu estoque está gerando despesas, assim como a distribuição, o gerenciamento de matérias-primas, dentre outras. Quanto mais otimizado se tornarem tais processos, maior é a economia e, portanto, maior é o lucro. Lembrando que só utilizamos a palavra lucro para tornar didática a explanação, uma vez que a logística por si só não gera lucros, assim como a compra de matéria-prima por um preço mais em conta também não. O lucro é o resultado da eficiência dos processos, somada a margem projetada no preço de venda do produto e do diferencial que agrega valor ao negócio. Porém, a conta é simples, ao economizar na produção e nos seus processos, incluindo a logística, a empresa cresce e se fortalece para novos negócios.

A inteligência corporativa sabe que os custos logísticos representam de 5% a 35% das vendas, variando de acordo com o estilo do negócio, processos e utilização de materiais. Eles são vitais para o sucesso, uma vez que há uma grande despesa com a área. Sua boa gestão traz competitividade para o negócio, mas é um departamento muito difícil de organizar. Talvez o pior de todos pelo fato da Logística ser a última ponta do processo de produção. Pense no vendedor ambulante de pipoca. Ele tem o carrinho, as panelas, o óleo, o sal, os saquinhos para depositar o produto e o evento para o qual ele foi chamado já vai começar. Acontece que o sobrinho que ficou de trazer o milho-pipoca perdeu o ônibus e vai atrasar duas horas. É óbvio que o dia está perdido e, nesse caso, a falta de organização da logística prejudicou o negócio em 100% porque foi incapaz entregar a matéria-prima a tempo.