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Logística e Sustentabilidade

 

O principal objetivo da logística é coordenar as atividades de transporte de produtos, atendendo às necessidades dos clientes, e para acompanhar as mudanças e exigências do consumidor, a logística incorporou também o conceito de sustentabilidade. Se antes a logística considerava apenas fatores econômicos, agora as consequências ambientais e sociais também são levadas em conta.

É uma preocupação comum das empresas combinar sua eficiência e excelência com menos poluição num ambiente colaborativo. A essa nova conduta atribuímos o nome de logística sustentável.

  • Ser sustentável não significa aumentar os gastos

Os empresários costumam achar que implementar mecanismos de sustentabilidade no empreendimento implica em aumento de gastos, mas o que acontece é justamente o contrário: a logística trabalha a fim de reduzir os custos. Há pouco tempo atrás, soluções sustentáveis eram apenas um diferencial competitivo, e então elas viraram uma necessidade para reduzir custos e evitar gastos em multas ou até mesmo embargo na produção, devido a problemas com o meio ambiente – lembrando que hoje a legislação é muito severa em relação à poluição produzida por empresas.

  • Logística reversa

Considerando que a logística reversa faz parte da cultura sustentável, os consumidores são cada vez mais incentivados a retornarem os produtos no final do ciclo de vida para seus fabricantes – por exemplo, embalagens de agrotóxico. Além de preservar o meio ambiente, esse tipo de atividade fortalece a imagem da marca.

  • Parques logísticos

Parques logísticos são locais onde diversos serviços como água, luz e equipamentos são compartilhados. Isso reduz os custos do empreendimento e aumenta a eficiência, de forma sustentável. Procure por parques que possuem certificações de sustentabilidade – muitos deles são construídos de forma a aproveitar a luz natural, têm sistema de economia de recursos hídricos e oferecem um ambiente de trabalho e serviços suplementares, facilitando a vida das pessoas que ali trabalham.

  • O mercado internacional valoriza empresas sustentáveis

No Brasil a sustentabilidade vem se fortalecendo aos poucos, porém, no exterior ela é bem consolidada. Empresas que almejam conquistar mercados estrangeiros devem apresentar soluções sustentáveis, pois dependendo da legislação do local escolhido, se sua empresa não adotar uma política ambiental correta para os descartes ou na produção, a entrada no país pode vir a ser proibida.

 

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Como funciona a logística reversa de embalagens?

Seja do ponto de vista do consumidor, das empresas ou até mesmo da logística, não se pode negar a importância das embalagens para o comércio. Mas em tempos em que a preocupação com a sustentabilidade se faz cada vez mais necessária para a humanidade, cabe a todas as partes a preocupação quanto ao fim que essas embalagens terão no meio ambiente. E é neste processo que a logística reversa faz toda a diferença.

Como funciona?

Sabe quando você compra refrigerantes ou cervejas das quais é possível retornar a garrafa? Este é um exemplo básico de como funciona a logística reversa de embalagens. O produto chega ao consumidor, e posteriormente sua embalagem retorna à indústria para ser reutilizada e então retornar novamente ao consumidor final. Visto que nem todos os tipos de embalagens são viáveis para este processo, atualmente grande parte de empresas buscam reciclar as embalagens descartadas, como latas de alumínio e caixas de papelão, para então reutilizá-las como matéria-prima.

Sendo assim, a logística reversa pode se resumir no fluxo reverso da cadeia de suprimento, o que envolve três processos principais:

  • Cliente final: pessoas físicas e atacadistas são as principais fontes de embalagens pós-consumo. Eles devem ser os principais alvos em campanhas de coleta seletiva, seja organizada pelo governo, pela população ou pela própria empresa, a fim de recolher as embalagens.
  • Centro de distribuição: principal laço entre cliente e indústria, é nos armazéns que será possível utilizar sistemas específicos de logística para organizar o processo. Como é o caso do sistema WMS e do TMS, que auxiliam no controle, transporte e distribuição das embalagens.
  • Indústria: finalmente a empresa poderá reutilizar a embalagem como matéria-prima, reduzindo custos de produção e diminuindo o impacto ao meio ambiente.

Se interessou pela logística reversa e gostaria de implementá-la em sua empresa? Faça uma consultoria conosco.

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Fiep propõe logística reversa no Paraná

O tema é importante, pois trata da destinação correta de resíduos industriais no Estado do Paraná. As tentativas relacionadas a ele começaram em dezembro de 2012 e os setores representados pelo Sindicato das Empresas de Eletricidade, Gás, Água, Obras e Serviços do Estado do Paraná (Sineltepar), além de nove Sindicatos da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná (Sindirepa), ficaram responsáveis pelas ações.

Agora, no dia 12 de fevereiro de 2014, a Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) apresentou para o secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, dois planos de logística reversa, elaborados com consultoria do Senai. A Sema recebeu os dois planos do Sineltepar e Sindirepa para análise. Até a validação e implantação ainda deve haver alterações por parte da Secretaria, mas os dois planos apresentados são os primeiros do Paraná para a destinação correta de resíduos industriais.

Sobre Logística Reversa
Logística Reversa é o caminho contrário que o produto faz após o seu consumo, passando pela cadeia produtiva e voltando até o fabricante, que deve dar aos resíduos o destino correto no meio ambiente.

Mais informações www.meioambiente.pr.gov.br.

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Por que é preciso pensar a logística reversa?

A logística reversa é algo de extrema importância dentro de uma empresa. Significa que é preciso uma organização estratégica para o descarte de materiais, reaproveitamento de recicláveis, política de troca e devolução, otimização do uso de matéria-prima e distribuição adequada de resíduos no meio ambiente.

O tema é interessante e foi pauta em matéria recente do jornal Gazeta do Povo, na qual a jornalista Maria Gizele da Silva explica que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que completou três anos, exige por lei a devolução de materiais descartados para a indústria que o originou. Mesmo assim, nem todos os fabricantes resgatam os resíduos, causando problemas para municípios paranaenses. “Nesses casos, as prefeituras ficam sem saber o que fazer com esse lixo. O destino, quase sempre, é o aterro sanitário”, escreveu Maria Gizele.

Problemas ressaltados
O lixo comum tem controle problemático. Somando-se a ele a má gestão do lixo industrial, o meio ambiente fica indefeso. Setores como o de eletrônicos, medicamentos e embalagens também precisam entrar em acordo com o Ministério do Meio Ambiente, pois esses produtos acabam parando nos aterros.

Ainda na matéria da Gazeta, a fonte Eliane Train, responsável em Curitiba pelo Departamento de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, como exemplo, fala das regras para o descarte de pneus, que são limitados a até duas unidades por coleta pública, no programa Lixo que Não é Lixo. Mais do que isso eles tem que ir para locais de recolhimento específicos. Detalhe: Os pneus recolhidos no Paraná são repassados à Votorantim, que os utiliza como combustível na produção de cimentos.

Fica claro que a logística reversa é algo imprescindível e merece atenção. Sabemos que ainda há muito a se discutir, mas o tema precisa estar sempre em evidência até que tudo entre nos eixos. Fica aqui o link para a reportagem completa da Gazeta do Povo.

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Como pensar em Brasil sem pensar em capacitação profissional da logística?

O setor de logística no Brasil movimenta cerda de R$360 bilhões por ano. Os números são da Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), responsável por organizar, planejar, transportar e distribuir bens de serviços no país. Mas esse valor e toda essa movimentação requerem a elaboração de estratégias inteligentes para não perder investimentos e, mais do que isso, estimular o crescimento. Saindo um pouco do terreno de análise macroeconômica e fazendo um corte para as empresas em si, as responsáveis por todo o bolo de atividades que envolvem o setor de logística, incluindo todo os ramos, entre eles o da logística interna, 71% das companhias no Brasil sofrem para atingir um nível satisfatório de mão de obra, segundo estudo anual feito pela Manpower Group (empresa de soluções em gestão e contratação de pessoas).

O que também assusta é o crescimento do índice, que em 2010 foi de 64% e, em 2011, de 57%. Fora que 34% dos contratantes do cenário mundial têm encontrado dificuldade para preencher vagas. Não é diferente no Brasil, ainda vivemos uma realidade de crescimento de até 5% ao ano do ramo da logística, mas não significa que as empresas não precisem estar atentas à necessidade de se organizarem nesse sentido. Atentas, muitas delas já terceirizam a sua logística interna, logística reversa, de distribuição e transportes. A terceirização não deve ser encarada como algo pejorativo, e sim, como uma política inteligente de profissionalização do setor. Se pensarmos que uma empresa especializada em logística vai oferecer serviços de ponta, a preocupação com a qualidade da mão de obra deixa de ser um fantasma, pois é certo que os profissionais contratados serão qualificados.

Funcionando a pleno vapor e com a certeza de que o trabalho está sendo bem feito, o foco dos empresários passaria a ser a cobrança por investimentos do governo na rede viária, ferroviária, aérea e portuária do país, com o intuito de garantir a qualidade dos negócios internos e externos. Além disso, com menos um motivo para se preocupar, haveria possibilidade de progressão na área de armazenamento e estocagem de grãos e mercadorias, o que diminuiria a perda de produtos e negócios por falta de conservação.

Essa seria a verdadeira capacitação profissional da logística. Nem deveríamos pensar se as pessoas estão sendo bem treinadas ou não para se tornarem bons trabalhadores, isso já deveria ser de praxe. Se ainda não o é, com a ideia de se trabalhar com a mentalidade do investimento e não dos “custos” o quadro pode mudar no Brasil, que com isso só tem a ganhar. Sem dúvida, neste momento, estaríamos discutindo outros índices que não os de atingir ou não um nível satisfatório de mão de obra. Quando for assim, o setor de logística do Brasil será um dos melhores do mundo.