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As eleições e o futuro da logística

 

Em época de eleições, a política parece assumir papel mais importante do que em outros períodos. Os candidatos estão mais dispostos a ouvir a população, os discursos são repletos de ideias e carregados de promessas, as reuniões de cúpula cobram realizações pendentes para não perder eleitores e o cidadão se sente mais próximo dos governantes, já que esses aparecem todos os dias nos programas eleitorais gratuitos de rádio e televisão. Mas, de efetivo, que tipo de investimentos em infraestrutura pode-se esperar para o país?

Na metade de agosto deste ano, o governo decidiu fazer uma série de reuniões com as bancadas regionais para sanar dúvidas do Plano de Investimentos em Logística anunciado pela presidenta Dilma Rousseff. O trâmite se fez necessário para quebrar qualquer tipo de oposição às novas concessões de rodovias e ferrovias que estão por vir e definir o que será atribuído ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e à Empresa de Planejamento e Logística (EPL) – criada por meio de medida provisória e que terá como presidente Bernardo Figueiredo.

Os líderes do governo querem que o Plano de Investimentos em Logística leve em consideração as áreas das cidades e as possíveis interferências das obras no meio urbano. “Trabalhamos uma recomendação para que haja uma aproximação com a questão da mobilidade urbana, porque há várias questões que tem impacto. Questões dos rodoanéis e ferroanéis”, comentou Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, sobre o objetivo das reuniões.

A expectativa do setor logístico é enorme. Os investimentos em infraestrutura precisam deixar o hall das promessas políticas e eleitoreiras para serem vistos como necessidade imediata. O Brasil tem um potencial imensurável a ser desenvolvido nessa área, mas as mudanças precisam ser concretas. A administração sustentável precisa se modernizar, o avanço no setor econômico precisa acontecer, manter-se constante, mas a contrapartida é fundamental.

É claro que confiamos nas escolhas dos eleitores brasileiros e sentimos que o país está entrando nos eixos. Muito já se fez, só que, em compensação, ainda falta muito a fazer e isso depende de todos. A essência da democracia não deve ser esquecida, nem no momento atual, em época de eleições, nem quando a disputa por votos estiver encerrada. A ideia da União representando a unidade e a unidade fortalecendo a união precisa se manter viva. Só assim alcançaremos o patamar de potência.